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11 de Setembro: 25 anos do ataque que mudou o mundo

11 de Setembro: 25 anos do ataque que mudou o mundo


Há 25 anos, o mundo assistia em tempo real a uma das cenas mais marcantes da história moderna. Na manhã de 11 de setembro de 2001, dezenove terroristas da organização Al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais nos Estados Unidos e os transformaram em armas contra alvos civis e militares. O resultado foi a morte de 2.977 pessoas e o início de uma nova era na política internacional.

A manhã que parou o mundo
A sequência de ataques começou às 8h46, quando o voo 11 da American Airlines atingiu a Torre Norte do World Trade Center, em Nova York, entre os andares 93 e 99. A primeira reação de muitos foi imaginar um acidente. Mas 17 minutos depois, às 9h03, o voo 175 da United Airlines chocou-se contra a Torre Sul, numa cena televisionada ao vivo para milhões de pessoas em todo o planeta.

Não havia mais dúvidas: era um ataque.
Às 9h37, um terceiro avião — o voo 77 da American Airlines — foi lançado contra o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA, em Arlington, na Virgínia, matando 125 pessoas no prédio e todos os 59 ocupantes da aeronave.

O quarto avião, o voo 93 da United Airlines, jamais reachou seu alvo. Após descobrirem pelos telefones os ataques já ocorridos, passageiros e tripulantes se rebelaram contra os sequestradores. A aeronave caiu em um campo aberto perto de Shanksville, na Pensilvânia, às 10h03. Acredita-se que o alvo final seria o Capitólio ou a Casa Branca.

O colapso das Torres Gêmeas
A Torre Sul, atingida em segundo lugar, foi a primeira a cair, às 9h59 — apenas 56 minutos após o impacto. A Torre Norte desabou às 10h28, após resistir por 102 minutos. O calor dos incêndios, alimentado pelo querosene de aviação dos tanques cheios, enfraqueceu a estrutura de aço a ponto de provocar o colapso progressivo dos andares. Mais um prédio do complexo, o WTC 7, desabou no final da tarde.

Entre as vítimas fatais estavam 343 bombeiros e 71 agentes de segurança que atuavam nos resgates. O trabalho de limpeza do local — que ficou conhecido como “Ground Zero” — levou mais de oito meses, com equipes trabalhando 24 horas por dia. Foram retiradas cerca de 1,8 milhão de toneladas de escombros em mais de 100 mil viagens de caminhão.

Os responsáveis
Os ataques foram planejados por Khalid Sheikh Mohammed, que apresentou a ideia a Osama bin Laden ainda em 1996.

A operação foi executada por 19 sequestradores — 15 deles sauditas —, divididos em grupos de quatro ou cinco em cada avião. Vários integrantes receberam treinamento de voo em escolas de aviação nos Estados Unidos.
Bin Laden assumiu publicamente a autoria dos atentados em 2004, em vídeo divulgado pela emissora Al Jazeera. Ele foi localizado e morto por forças americanas em maio de 2011, em um esconderijo no Paquistão.

As consequências
A resposta dos Estados Unidos foi imediata. O então presidente George W. Bush declarou a “Guerra ao Terror” e, em 7 de outubro de 2001, iniciou a invasão do Afeganistão para derrubar o regime talibã, que abrigava a Al-Qaeda. Dois anos depois, em 2003, os EUA invadiram o Iraque.

Para o cidadão comum, o legado mais visível foi nos aeroportos: criaram-se órgãos internacionais de segurança, controle mais rígido de bagagens, uso de escâneres corporais e checagem rigorosa de passaportes em todo o mundo. Nos EUA, a lei Patriot Act ampliou os poderes de vigilância do governo, permitindo rastrear ligações, ler e-mails e monitorar a navegação na internet sob a justificativa de combater o terrorismo.

O memorial e a reconstrução
No local onde ficavam as Torres Gêmeas, foi erguido o National September 11 Memorial & Museum, com dois imensos espelhos d’água nas bases exatas dos antigos edifícios e um museu subterrâneo que preserva mais de 70 mil artefatos da tragédia. O One World Trade Center, apelidado de “Torre da Liberdade”, foi concluído em 2013 e é o arranha-céu mais alto do hemisfério ocidental, com 541 metros de altura.

Nesta quinta-feira (11), os Estados Unidos marcam os 25 anos dos ataques com cerimônias nos três locais: Nova York, o Pentágono e Shanksville. Os nomes das vítimas serão lidos um a um, em meio a silêncios e badaladas de sino — como acontece todos os anos desde 2002.

O 11 de Setembro não foi apenas o maior ataque em solo americano desde Pearl Harbor. Foi o evento que redefiniu fronteiras, leis internacionais e o próprio ritmo do mundo contemporâneo. Vinte e cinco anos depois, suas consequências ainda moldam a forma como vivemos.

 

Agora lhe pergunto: onde você estava e o que estava fazendo nesse dia?

Denise Morais/Redação

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