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Operação Quatro Torres

Operação Quatro Torres: 19º suspeito é preso e organização criminosa de Ilhéus que movimentou R$ 698 milhões tem 31 alvos bloqueados

Ação da Polícia Civil da Bahia desarticulou grupo comandado por quatro chefes — os “Torres” — que controlavam áreas de Ilhéus e operavam tráfico de drogas, compra de armas e homicídios. Entre os investigados estão dois policiais militares e um advogado.


A Polícia Civil da Bahia (PC-BA) alcançou o 19º alvo da Operação Quatro Torres, ação que mira suspeitos de integrar uma organização criminosa responsável por tráfico de drogas e homicídios na Bahia e em outros estados. O homem, de 32 anos, que não teve o nome divulgado, foi preso na quinta-feira (24), em Vitória da Conquista, no sudoeste baiano.


A prisão em Vitória da Conquista
O investigado possuía um mandado de prisão temporária em aberto e é apontado por integrar ou atuar em favor da organização criminosa. Ele foi localizado em um apartamento situado no terceiro andar de um prédio, no bairro Boa Vista.


Durante o cumprimento do mandado, o suspeito tentou dispensar pela janela do imóvel um pacote contendo maconha. Por conta do entorpecente, além de responder pelos crimes investigados na operação, ele também foi autuado em flagrante por posse de drogas. O suspeito permanece custodiado à disposição da Justiça.


A Operação Quatro Torres
A operação foi deflagrada com o objetivo de desarticular uma organização criminosa comandada por quatro chefes, apelidados de “Torres”, que exerciam influência sobre diferentes áreas de Ilhéus, no sul da Bahia. Conforme as investigações, os quatro mantinham comunicação entre si para tomar decisões relacionadas às atividades criminosas, que incluíam a comercialização de drogas, a compra de armas e a prática de homicídios.


No total, a operação cumpriu 18 mandados de prisão temporária, sendo 16 na Bahia e outros dois em Sergipe e no Espírito Santo. Entre os alvos, seis já estavam presos e os demais foram capturados durante a ação. Além dos alvos dos mandados, outras quatro pessoas foram presas em flagrante em Ilhéus e em São Paulo (SP), no primeiro momento da operação.


Apreensões e bloqueio patrimonial
Durante a operação, a polícia apreendeu munições, armas, veículos, celulares e mais de R$ 8 mil em dinheiro. A Justiça determinou ainda o bloqueio de bens e valores de 31 pessoas e 11 empresas. O valor total do bloqueio pode chegar a R$ 300 milhões.


A análise financeira da investigação identificou que a organização movimentou R$ 698 milhões nos últimos quatro anos, configurando um dos maiores esquemas criminosos já desarticulados no sul da Bahia.


Investigados incluem policiais e advogado
Entre os investigados pela operação estão dois policiais militares e um advogado, todos de Ilhéus. Eles são suspeitos de colaborar com a organização criminosa, fornecendo informações e apoio às atividades do grupo.


O suspeito preso em Vitória da Conquista ficou custodiado no Presídio de Ilhéus, aguardando decisão judicial. De acordo com informações da TV Santa Cruz, afiliada da Rede Bahia na região, o caso segue sob investigação.


A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) informou que as condutas atribuídas ao advogado investigado serão encaminhadas aos órgãos internos competentes, especificamente ao Tribunal de Ética e Disciplina, que vai apurar possíveis infrações ético-disciplinares

Por Denise Morais

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