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Protesto contra a falta de ônibus em frente à Prefeitura

Protesto contra a falta de ônibus tem boneco do prefeito queimado e prefeitura fechada


Um grupo protestou na tarde desta segunda-feira (26) em frente à sede da Prefeitura de Salvador, no Centro Histórico, contra a redução da frota de ônibus durante o segundo turno das eleições. O ato foi convocado por entidades estudantis, que criticaram o prefeito Bruno Reis (União Brasil) e pediram o impeachment dele.


A manifestação foi em boa parte pacífica, mas uma foto com o rosto do prefeito foi colada em um boneco, que o grupo incendiou no chão em meio a palavras de ordem. Vídeos gravados no local mostram o momento em que o objeto começa a pegar fogo.


Segundo a prefeitura, alguns manifestantes tentaram invadir o Palácio Thomé de Souza e houve pichações e depredações do patrimônio público. Por segurança, as portas do prédio foram fechadas e o expediente da tarde foi suspenso.
A crise no transporte começou no domingo (25), quando pelo menos 75 ônibus foram impedidos de sair das garagens ainda pela manhã.

Levantamentos posteriores apontaram 944 veículos parados em garagens, segundo o Procon, e uma fiscalização da Polícia Federal registrou frota 42,1% menor em uma das garagens da capital.


Nesta segunda, a Justiça determinou que a Polícia Federal investigue o caso. A prefeitura, a Secretaria Municipal de Mobilidade e as empresas concessionárias têm 48 horas para preservar e apresentar documentos sobre a operação do dia da votação, como escalas de motoristas e registros de monitoramento da frota. A apuração vai verificar possíveis crimes eleitorais, entre eles impedir ou dificultar o exercício do voto e descumprir ordem judicial.


A prefeitura atribui a retenção dos coletivos à ação de pessoas ligadas ao Sindicato dos Rodoviários, que teriam colado adesivos da campanha de um dos candidatos nos veículos — o que a lei eleitoral proíbe. O sindicato nega.


Denise Morais — Redação


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