TRE-BA determinou a frota integral, multa de R$ 1 milhão por hora, e a ordem de prisão contra o secretário Pablo Souza foi confirmada pelo presidente do tribunal.
Justiça Eleitoral manda prender secretário de Mobilidade de Salvador por retenção de ônibus
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou, na manhã deste domingo (25), o restabelecimento imediato da frota integral de ônibus de Salvador, com frequência de dia útil e gratuidade, sob multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento — para o município e para cada empresa concessionária. O tribunal também expediu ordem de prisão contra o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, segundo informação da colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo, confirmada pelo presidente da corte.
A decisão foi assinada pelo presidente do TRE-BA, desembargador eleitoral Mauricio Kertzman Szporer, depois que a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) denunciou redução superior a 50% da frota em circulação na capital, apesar da gratuidade anunciada para o dia da eleição. A federação também pediu a prisão do secretário e do prefeito Bruno Reis (União Brasil).
75 ônibus retidos
Segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), ao menos 75 ônibus foram impedidos de sair de garagens no começo da manhã. Uma das unidades foi a garagem G5, no bairro do Caminho de Areia, na Cidade Baixa. A pasta atribuiu a retenção a “repetidas ocorrências de adesivação clandestina de veículos” com propaganda eleitoral.
A Semob afirmou que a operação já foi normalizada e que o secretário Pablo Souza determinou que nenhum ônibus seja retido. “A prioridade segue sendo a circulação de veículos e o deslocamento da população”, informou o órgão, em nota.
O que diz o prefeito
O prefeito Bruno Reis admitiu que 75 ônibus ficaram retidos em uma garagem e culpou sindicalistas ligados ao PT. Segundo ele, os coletivos de um dos consórcios só saíram depois da retirada de adesivos com o número 13 das janelas.
“Na Plataforma, nós tivemos problemas por sindicalistas que queriam obrigar os ônibus a saírem todos com adesivos 13, do PT, e isso é crime eleitoral. Nós não podíamos coadunar com isso, então os ônibus só saíram após que os adesivos foram retirados”, afirmou.
Denise Morais – Redação





