Repercussão do debate da Band: desafio de Lula sobre sigilo vira estratégia e Flávio é avaliado negativamente nas redes
Foto: Eduardo Knapp/Folhapress
Um dia após o primeiro debate direto entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, a repercussão aponta que o encontro foi marcado mais por trocas de acusações pessoais do que por discussões de propostas. A avaliação geral é que o senador teve um desempenho abaixo do esperado.
O momento mais comentado foi o desafio lançado por Lula para que ambos abram seus sigilos bancário e telefônico. “Você tem uma semana para ter coragem de mostrar ao povo brasileiro se você é honesto ou não”, declarou o presidente. Flávio reagiu com ironia, dizendo que Lula propõe quebra de sigilo telefônico “quando ele não tem celular”, mas não disse se aceita o desafio.
A estratégia de Flávio de se posicionar atrás de Lula nas câmeras enquanto o presidente falava — repetindo tática usada por seu pai, Jair Bolsonaro — foi alvo de críticas. A campanha petista reclamou oficialmente no intervalo, e imagens do gesto viralizaram nas redes sociais.
Nas redes, o cenário também não foi favorável a Flávio. Segundo análise de menções, 82% das referências a Lula foram positivas, enquanto 88% das menções ao senador foram potencialmente negativas. O antibolsonarismo ocupou espaço relevante no debate sobre a candidatura do PL.
A presença do influenciador Pablo Marçal como um dos conselheiros de Flávio antes do debate foi apontada como uma das explicações para o comportamento do candidato, incluindo as expressões faciais e corporais durante a fala de Lula. Flávio chegou ao estúdio acompanhado de Marçal e do deputado Nikolas Ferreira.
Lula relatou a interlocutores que saiu decepcionado com o nível do debate e a relutância do adversário em deixar acusações de lado. A expectativa na campanha petista é que o formato do próximo debate, marcado para o dia 23 de outubro na TV Globo, favoreça uma discussão mais programática.
O presidente pretende insistir na cobrança pela abertura de sigilos ao longo da semana, como forma de esvaziar a narrativa de corrupção utilizada pelo adversário. O segundo turno acontece em 25 de outubro.
Denise Morais — Redação/Salvador Notícias





