Dia do Professor: 15 de outubro celebra quem ensina o Brasil — e Salvador faz homenagens
Nesta quinta-feira (15), o Brasil celebra o Dia do Professor, feriado escolar desde 1963.
A data remonta a 15 de outubro de 1827, quando D. Pedro I assinou a lei que criou as “escolas de primeiras letras” em todo o Império — o marco do ensino público primário no país.
A homenagem moderna nasceu em 1947, em São Paulo, por iniciativa do professor Salomão Becker, que dizia: “Professor é profissão. Educador é missão.”
Foi a professora e deputada Antonieta de Barros — primeira mulher negra eleita deputada no Brasil, em Santa Catarina — quem criou, em 1948, a primeira lei estadual instituindo a data. Em 1963, o presidente João Goulart assinou o Decreto 52.682, declarando 15 de outubro feriado escolar em todo o país.
Segundo o Censo Escolar 2025 do Inep, o Brasil tem 2,4 milhões de professores na educação básica, distribuindo-se em 178,8 mil escolas. A sala de aula brasileira tem rosto de mulher: elas são 79,5% do corpo docente.
O piso nacional do magistério em 2026 é de R$ 5.130,63 para 40 horas semanais. Mas só 22,3% dos professores se dizem satisfeitos com o salário, segundo a OCDE — um dos piores índices entre os países avaliados.
O país ainda enfrenta o risco de um apagão docente: déficit estimado de 235 mil professores até 2040.
Em Salvador, a rede pública municipal conta com 8.273 docentes nos segmentos de educação infantil, ensino fundamental e EJA. A Prefeitura antecipou o feriado para o dia 13, emendando com o feriado de Nossa Senhora Aparecida, mas as homenagens seguem hoje.
O Colégio Antônio Vieira homenageou seus professores com vídeo especial e evento de agradecimento. O Planetário da UFBA, em Ondina, abre sessões gratuitas exclusivas para professores às 14h, 15h10 e 16h20. A Apae de Salvador destacou o trabalho dos educadores que transformam vidas pela inclusão.
Como bem disse o professor Becker quase 80 anos atrás: “Professor, a profissão que dá origem a todas as outras.” Antes do médico, do engenheiro, do juiz e do jornalista — houve um professor.
Denise Morais — Redação/Salvador Notícias





