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Moradia popular no Centro Histórico

Salvador
23 casarões do Centro Histórico de Salvador serão transformados em moradia popular

O Governo da Bahia, por meio da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado (Conder), publicou nesta semana a abertura de licitação para a reabilitação e restauro de 23 casarões localizados no Centro Histórico de Salvador.

Os imóveis, tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e reconhecidos pela Unesco como Patrimônio Mundial, serão destinados à moradia popular e residência universitária.

A iniciativa integra a parceria Bahia-Brasil e conta com recursos do Novo PAC, totalizando R$ 1 milhão para a elaboração dos projetos básicos e executivos. A empresa vencedora terá prazo de 120 dias para entregar os estudos, incluindo diagnóstico das condições estruturais dos imóveis, com atenção especial às fachadas históricas.

Segundo o presidente da Conder, José Trindade, o objetivo é revitalizar o Centro Antigo promovendo a ocupação social e econômica da região. “É essencial que essa região esteja ocupada por moradores, porque, quando o comércio fecha, o espaço precisa ter vida e dignidade para quem vive ali”, afirmou.

Os 23 imóveis estão distribuídos em ruas como Guedes de Brito, Saldanha da Gama, 28 de Setembro, Ladeira da Praça e São Francisco, além de três casarões destinados à residência estudantil na Rua Padre Vieira. Muitos desses imóveis estão em estado de ruína, com infiltrações, desmoronamento e vegetação parasitária.

Também no pacote: O Museu de Arte Sacra e a Igreja de Santa Teresa D’Ávila terão o telhado restaurado com investimento de R$ 3 milhões, fruto de emenda da deputada Lídice da Mata. O complexo está fechado desde que a UFBA identificou riscos estruturais.

Denise Morais/Redação

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